Revalida não cometa esses erros bobos em 2023.

médico no processo do revalida

Se você acabou ou está prestes a se formar em uma faculdade no exterior muitas dúvidas devem estar passando pela sua cabeça, certo?

 

Não é incomum bater uma insegurança, pois  nós investimos tempo, dedicação e inclusive deixamos de passar momentos com a família em prol de estudar para trabalhar na profissão dos sonhos. E agora? Por onde começar?

 

A maioria dos nossos clientes que estão no início do processo revalida possuem essa dúvida em relação a reunião de documentação.

 

Por isso, elaboramos este artigo para ser o seu guia completo quando se tratar de reunião de documentação para o processo revalida, seja o próprio ou o de tramitação simplificada. 

 

A reunião, tradução e apostilamento da documentação é um momento sensível, que caso não seja dado a atenção devida se traduz em pelo menos seis meses de atraso para o profissional atuar na profissão.

 

Por isso, vou detalhar e apontar como você deve reunir toda a documentação básica para revalidar o seu diploma estrangeiro no Brasil, sem ter que esquentar muito a cabeça para isso.

 

E ainda vou citar exemplos de decisões ruins que clientes do escritório tomaram e o quanto isso custou a eles.

 

Tratam-se de  dúvidas permanentes e que podem gerar um atraso de pelo menos seis meses para atuar na profissão.

 

Então, vamos lá:

 

  1. Cuidado 1: Saber se a sua formação acadêmica enquadra-se no revalida ou na tramitação simplificada.
  2. Cuidado 02: Não traduza os seus documentos com um tradutor particular.
  3. Cuidado 03: Não esqueça o apostilamento.
  4. Cuidado 04: Não protocole o certificado de conclusão de curso no revalida
  5. Você precisa de uma assessoria especializada?
  6. Conclusão

Cuidado 01: Saber se a sua formação acadêmica se enquadra no Revalida ou na tramitação simplificada.

 

 
Antes de sair por aí procurando listas de documentos é importante saber qual é o processo relacionado com a sua formação: revalida ou tramitação simplificada.


Existem diferenças de tramitação e de documentação em cada um dos processo, por isso saber qual é o seu já é um excelente começo.
 

 O meu caso é de revalida?

 

Se você cursou medicina no exterior você precisará participar do revalida para dar validade ao seu diploma no Brasil, se cadastrar no órgão regulador da profissão e então exercer a medicina aqui.

 

Sendo bem franco com você, existe a possibilidade de o formando em médicina validar o diploma pela tramitação simplificada, mas ás instituições que aceitam esse processo de revalidação para o curso de medicina estão cada vez mais raras e a praxe está sendo cobrar o revalida.

 

Para saber mais sobre o processo de revalidação simplificada na medicine fale com um profissional.

 

Caso você queira acessar o site do revalida é só clicar aqui.

 

Quais são os documentos necessários para o revalida?

 

Para o revalida é necessário que o médico esteja com o diploma médico expedido pela instituição educacional estrangeira.

 

Além de portar o documento ele tem que ser traduzido por um tradutor juramentado, que são tradutores certificados pelo governo e que darão fé pública ao seu documento.

 

Fora a tradução também será necessário que o documento esteja apostilado, caso o país de origem seja signatário da Convenção de Haia.

 

Esse apostilamento serve para dar autenticidade ao documento sob diretrizes internacionais e aceitas no Brasil.

 

Se você tem dúvida se o país de origem do seu diploma é signatário ou não da convenção de Haia é só consultar aqui

 

O meu caso é de tramitação simplificada?

 

 

Se você se formou em uma profissão que não seja a medicina, esse é o seu processo de revalidação de diplomas.

 

A tramitação simplificada é aplicada nos seguintes casos:

 

Para Graduação:

  1. Diplomas oriundos de cursos ou programas estrangeiros indicados na lista específica produzida pelo Ministério da Educação e disponibilizada através do Portal Carolina Bori contendo a relação de cursos ou programas que já foram submetidos a três análises por instituições revalidadoras diferentes com deferimento positivo. Os cursos assim identificados permanecerão nesta lista por seis anos (6) consecutivos, considerando para o início desse prazo a data do último parecer positivo.
  2. Diplomados (as) em cursos de instituições estrangeiras acreditados no âmbito da avaliação do Sistema de Acreditação Regional de Cursos Universitários do MERCOSUL (Sistema ARCU-SUL).
  3. Requerentes que concluíram curso no exterior e obtiveram certificados ou diplomas por meio do Programa Ciências sem Fronteiras.
  4. Diplomados em cursos ou programas estrangeiros que tenham recebido estudantes com bolsa concedida por agência governamental brasileira no prazo de seis (6) anos.
  5. Concluintes do Módulo Internacional no âmbito do Programa Universidade para Todos (PROUNI), conforme portaria nº 381, de 29 de março de 2010.

 

Se você está em alguma dessas hipóteses, significa que você pode optar pela tramitação simplificada. É um direito seu!

 

A tramitação simplificada ocorre em duas fases:

 

-> Fase 01: Análise de documentação comprobatória e correlação de grade entre o curso no estrangeiro e da Universidade revalidadora.

 

-> Fase 02: Prova de conhecimentos técnicos avaliativos de acordo com a área de graduação.

 

A tramitação simplificada é mais benéfica para o formado, pois pode ser requerida a qualquer tempo, é mais rápida e mais barata para o formado.

 

Caso prático: Robson, médico, errou ao escolher o processo de revalidação do diploma por desconhecimento e escolheu a tramitação simplificada.

 

Além de ter perdido o dinheiro investido no processo, acabou por atrasar 6 meses, pois as inscrições do Revalida estavam fechadas!

 

Caso vocês estejam com dúvida ou inseguro procure sempre ajuda de um profissional.

 

Cuidado 02: Não traduza os seus documentos com um tradutor particular.

 

Os processos de revalidação de diploma estrangeiro são por natureza burocráticos e trazem uma gama de exigências para serem cumpridas.

 

E uma delas é a necessidade de tradução dos documentos estrangeiros, como: diploma, histórico escolar, grade de matérias e etc.

 

Por esse motivo é importante vocês estarem antenados com as peculiaridades da documentação exigida.

 

Infelizmente, não é raro acontecer erros nessa fase, que mais para frente resultam em um indeferimento formal pôr a documentação estar em desacordo com o solicitado.

 

E um dos maiores problemas está justamente na hora de traduzir a documentação estrangeira para a língua portuguesa.

 

Já tivemos casos de clientes que optaram por traduzir o seu diploma com um tradutor particular, por ser mais rápido e barato, o que resultou no indeferimento e perda da taxa. O barato saiu caro dessa vez!

 

Nesse caso, o correto teria de ter se optado pela tradução juramentada, que é o tipo de tradução requerida pelo edital do Revalida.

 

A tradução juramentada é aquela feita por perito credenciado pelos órgãos públicos e por isso gozam de legitimidade e fé pública ao traduzir os seus documentos, dessa forma o governo e as instituições têm segurança que aquela tradução condiz com o original.

 

Opte sempre por seguir o previsto no edital! O processo revalida é muito rigoroso com as formalidades e se tiver dúvidas procure ajuda de um profissional!

 

Cuidado 03: Não esqueça o apostilamento

 

 

O apostilamento é outro requisito importante do pedido de revalidação, e assim como a tradução pode ser motivo de indeferimento do seu pedido.

 

Esse procedimento serve para atestar que o documento é válido e autêntico.

 

Atenção: Nem todos os países são signatários da convenção de Haia, portanto os diplomas só são obrigados a serem apostilados se o país de origem for signatário da convenção de Haia.

 

Deixarei aqui um link para você descobrir se o país de origem do seu diploma é signatário.

 

Tanto apostilamento como a tradução juramentada poderão serem feitos aqui no Brasil, mas recomendamos que se possível sejam feitas no país de origem, pois se ocorrer algum problema poderá ser sanado mais facilmente lá.

 

Cuidado 04: Não protocole o Certificado de conclusão de curso no Revalida.

 

Não é incomum recebermos essa dúvida, pois muitos formandos precisam trabalhar, mas a instituição de ensino demora a expedir o diploma do formando.

 

O edital do revalida vem trazendo a impossibilidade de aceitar o certificado de conclusão de curso em substituição do diploma.

 

Aqui entendemos que cabe uma medida judicial para a instituição de ensino que demora excessivamente a emitir o diploma do aluno formado.

 

Você precisa de uma assessoria profissional? 

 

 

Como você pode perceber o processo de revalidação tem inúmeros detalhes, que por sua vez, podem trazer dúvidas e inseguranças, consequentemente levando o formado a possíveis equívocos.

 

Infelizmente não é incomum que muitos percam a chance de exercer o seu trabalho, por não conhecer a lei, ou pior não se atentar para os detalhes e requisitos dela. Um indeferimento pode atrasar um ano da sua vida.

 

Por isso é muito importante saber sobre o assunto e estar atento a todos os requisitos do processo, para que não ocorram erros e a perda da chance de trabalhar com o que se ama.

 

A ajuda de uma profissional da área traz possibilidades que você talvez não saiba! Pois esta já possui mais intimidade com o assunto de modo que o acompanhamento desta profissional, garantem tranquilidade e assertividade ao revalidar o seu diploma estrangeiro.

 

Conclusão

 

 

Te mostrei aqui quatro cuidados essenciais que você precisa ter na hora de reunir a documentação para o processo revalida.

 

Além de saber que não se deve fazer o requerimento do revalida com o certificado de conclusão de curso.

 

Espero que seja de grande ajuda para você quando decidir procurar o auxílio para a revalidação do seu diploma estrangeiro.

 

Gostou dessas informações e conhece alguém que pode se beneficiar deste conteúdo?

 

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Para ficar por dentro de todas as regras e atualizações sobre revalidação de diploma continue nos acompanhando ou se preferir falar diretamente conosco clique aqui.

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